“In this new world, data information is the new oil, the most valuable resource”, says Ambani (2019). Zuboff (2019) recognises the panoptic potential of modern information technology and Bauman (2001) emphasises the multiple and fluid qualities of surveillance forms that lead to the “datafication of everything” and shape the contemporary “culture of surveillance”.
who AR we? integrates the investigation method of Filipa de Araújo Cristina thesis, entitled, "dataveillance na génese do meta-data-human e o conceito de data(de)formism: a identidade multifacetada e a (des)construção do corpo" ("Dataveillance in the genesis of meta-data-human and the concept of data(de)formism: the multifaceted identity and the (de)construction of the body"), as part of the PhD in Digital Media-Art from Universidade Aberta (PT) in partnership with the Universidade do Algarve (PT).
who AR we? offers the artist-researcher a creative space for the active exploration of the investigation questions and surveillance studies. Can data represent a reliable, yet partial, image of identity? Is dataveillance introducing us to the new post-human - a data-human being - as a result of the hybridism between the datafied persona and the physical persona? What are the possibilities offered by digital art as a research methodology, enhancing meanings and definitions in the field of dataveillance and its effects on populations?
Of artivist nature, the artefact seeks to contribute to the public's awareness and better information on dataveillance and its impact on populations, raise new possibilities of thinking and defining the human being and its existence in the technological and social context, and demonstrate how creative and sensorial surveillance can be.
The creation process in digital art takes the form of artistic experimentation and research in art, allowing the expansion of meanings and definitions that are revealed through successive interpretations of complex relationships that are continuously created, recreated and transformed, and constitute the path to and the artwork itself, materialised into an artefact of digital art, and by the many interactions of the audience, in a process of communication between the artist/researcher, the artefact/mediator and the spectator/co-artist. The artefact emerges, therefore, as proof of hypotheses, situations, reactions, concepts, used for analysis and reflection, but also to question the audience that is exposed to it.
who ar we? fosters the use of digital art in scientific research, as an interdisciplinary method that generates reciprocal exchanges and enhances new scientific-technological-artistic contributions in the areas of surveillance and identity and in the discourse of the post-human being.
[PT]
“Neste mundo novo, os dados de informação são o novo petróleo, o recurso mais valioso”, afirma Ambani (2019). Zuboff (2019) reconhece o potencial panóptico da tecnologia de informação moderna e Bauman (2001) acentua as qualidades múltipla e fluída das formas de vigilância que acompanham a “dataficação de tudo" e moldam a "cultura de vigilância" contemporânea.
who AR we? integra o método de investigação de tese de Filipa de Araújo Cristina, intitulada, "A dataveillance na génese do meta-data-human e o conceito de data(de)formism: a identidade multifacetada e a (des)construção do corpo", parte do Doutoramento em Média-Arte Digital da Universidade Aberta (PT) em parceria com a Universidade do Algarve (PT). 
who AR we? oferece ao autor-investigador um espaço criativo de exploração activa das questões de investigação e dos estudos da vigilância. Poderão os dados representar uma imagem fidedigna, contudo parcial, de identidade? Estará a dataveillance a apresentar-nos o novo pós-humano - um ser data-human - como resultado do hibridismo entre a persona dataficada e a persona física? Quais as possibilidades oferecidas pela arte digital como metodologia de investigação, potenciadora de significações e sentidos no campo da dataveillance e dos seus efeitos sobre as populações?
De índole artivista, o artefacto produzido procura contribuir para a conscientização e melhor informação do público sobre a vigilância de dados e o seu impacto nas populações, provocar um questionamento sobre as novas possibilidades de pensar o ser humano e a sua existência no contexto tecnológico e social actual, e demonstrar como a monitorização pode ser criativa e sensorial.
O processo de criação em arte digital assume a forma de experimentação artística e investigação em arte, permitindo ampliar significações e sentidos que se revelam através de sucessivas interpretações das relações complexas que são continuamente criadas, recriadas e transformadas e que constituem o caminho para e a própria obra que se materializa como artefacto de arte digital, e pela multiplicidade de interacções com a audiência, num processo de comunicação entre o artista/ investigador, o artefacto/ mediador e o espectador/ co-artista. O artefacto surge, portanto, como prova de hipóteses, situações, reacções, conceitos, utilizado para análise e reflexão própria, mas também para inquirir o público que a ele é exposto. 
Espera-se que who ar we? fomente o uso da arte digital na investigação científica, como método interdisciplinar gerador de trocas recíprocas e potenciador de novas contribuições científico-tecnológico-artísticas nas áreas da vigilância e identidade e no discurso do ser pós-humano.
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